Casos de dengue aumentam 330% em Miracema; prefeitura prepara arrastão de limpeza em bairros mais afetados


Casos de dengue aumentam 330% em Miracema
Prefeitura de Miracema
O número de casos de dengue em Miracema, no Noroeste Fluminense, cresceu cerca de 330%: de 9 confirmações em dezembro de 2025, passou para 39 nos primeiros meses de 2026.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, dez pessoas precisaram ser internadas por causa da dengue neste ano. Quatro apresentaram sinais de dengue hemorrágica e alguns pacientes precisaram de atendimento em Centro de Terapia Intensiva (CTI).
Ainda de acordo com o órgão, dois pacientes seguem hospitalizados. Um deles é uma criança de 2 anos e 11 meses. Além dos casos confirmados, cerca de 50 notificações ainda são investigadas como suspeitas.
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O coordenador municipal de Controle de Vetores, Jonei Reis, alertou para a importância da colaboração da população:
“Observamos um crescimento significativo dos casos nas últimas semanas. A dengue depende muito da colaboração da população para eliminar os criadouros do mosquito. Pedimos que os moradores verifiquem seus quintais e evitem qualquer recipiente que possa acumular água”, sinalizou.
Prefeitura realiza arrastão de limpeza e reforça ações
A prefeitura anunciou um arrastão de limpeza para sexta-feira (13), concentrado no Centro, Nossa Senhora Aparecida, Cehab, Santa Teresa, Bairro Hospital, Boa Vista, Nossa Senhora de Fátima, Pontilhão do Rosa, Vista Alegre, Vila Nova, Rodagem e no distrito de Paraíso do Tobias.
A mobilização contará com fiscais, máquinas, caminhões, apoio do Tiro de Guerra e de diversas secretarias municipais.
“O arrastão é uma medida importante para retirar materiais que podem servir de criadouros do mosquito. Vamos mobilizar equipes, caminhões e máquinas para recolher entulhos e orientar os moradores. A participação da população é fundamental para reduzir os focos e evitar novos casos”, afirmou Jonei Reis.
A prefeitura informou ainda que o carro fumacê está no segundo ciclo de aplicação no município, enquanto agentes de endemias continuam realizando bloqueios sanitários nas áreas com registros da doença para eliminar focos do mosquito transmissor.